quinta-feira, 24 de junho de 2021

Partilhar (Rubel)

 

Eu sinto falta daquela sensação de que tudo ainda era possível. A gente não sabia direito quem era nem quem iria ser.

Eu acho que a cada ano que passa a vida vai afunilando um pouco mais . 

Eu posso largar tudo hoje e fazer qualquer coisa? Posso, mas não posso. Vinicius de Morais já dizia : "Melhor do que ser feliz é viver". 

Todo dia acordo achando que estou atrasado para pegar o ônibus da escola. É como se eu estivesse tentando resgatar alguma coisa que ficou lá para trás. 


terça-feira, 8 de junho de 2021

Os 4 princípios de sucesso apresentados pelo CEO da BOMBRIL

 

1. Ser um executivo empreendedor : Não importa o nível hierárquico, o funcionário deve se sentir e agir como se fosse o dono da empresa em que trabalha., "Muitos profissionais dizem que vestem a camisa da empresa. Vestem hoje, mas amanhã tiram".

2. Ter senso de urgência : Se há algo a ser resolvido, tem de ser o mais rápido possível. "Tudo o que faço é para ontem. Não posso deixar para amanhã. É preciso acelerar resultados, dar agilidade para a companhia, sem perder tempo".

3. Buscar excelência : O profissional deve ter foco no resultado. "Missão dada é missão cumprida. Devo estar sempre orientado para resultados".

4. Ter brilho nos olhos: Brilho nos olhos, para Scaldelai, é o carisma que um líder emana. "É preciso conseguir que as pessoas o vejam como um líder, um exemplo, e gerar empatia. Fazer com que se sintam motivadas e tenham vontade de ajudá-lo e fazê-lo crescer".

Você concorda com estes 4 princípios ??? !!!

As gerações passam...

Uma geração passa, 

                                        Uma geração se cria,

                                            Mas a terra continua.

                                                    E agora brilha o sol !

As aparências enganam

Enquanto as aparências enganarem as pessoas, jamais existirá um diálogo.


Seis frases que retratam o perfil de liderança de Josep Guardiola

 

 Josep Guardiola é uma estrela mundial. Ganhou fama e reconhecimento como técnico depois de comandar o brilhante time do Barcelona. 

Vejam seis frases que retratam o perfil de liderança do técnico espanhol:

1. Eu perdoarei os jogadores se eles não puderem fazer algo direito, mas não perdoarei se eles não tentarem para valer.

2. Não estou lidando com jogadores, estou lidando com pessoas. Elas tem medos. Preocupam-se em falhar e parecerem bobos na frente de 80 mil pessoas. Eu tenho que fazê-los ver que sem uns aos outros eles não são nada.

3. Essa é a beleza do esporte: às vezes você sorri, às vezes você chora.
4
. Não é possível agradar todo mundo e não faz sentido tentar ser outra pessoa que esperam de você. Para mim, é importante ser quem eu sou, não apenas diferente, mas ser o mais autêntico que eu puder.

5. Eu sento, assisto a vídeos e tomo notas. É quando a inspiração vem. Nesse momento a minha profissão faz sentido. No instante em que eu sinto, com certeza, que sei como ganhar, é o momento em que  meu trabalho se torna verdadeiramente significativo.

6. Aprendi que quando você está certo você deve lutar contra o mundo todo.

 

Qual o problema? (Por Stephen Kanitz)

Um dos maiores choques de minha vida foi na noite anterior ao meu primeiro dia de pós-graduação em administração. Havia sido um dos quatro brasileiros escolhidos naquele ano, e todos nós acreditávamos, ingenuamente, que o difícil fora ter entrado em Harvard, e que o mestrado em sí seria sopa. Ledo engano. Tínhamos de resolver naquela noite três estudos de caso de oitenta páginas cada um. O estudo de caso era uma novidade para mim. Lá não há aulas de inauguração, na qual o professor diz quem ele é e o que ensinará durante o ano, matando assim o primeiro dia de aula. Estas informações podem ser dadas antes. Aliás, a carta em que me avisaram que fora aceito como aluno veio acompanhada de dois livros para serem lidos antes do início das aulas. 

O primeiro caso a ser resolvido naquela noite era de marketing, em que a empresa gastava boas somas em propaganda, mas as vendas caiam ano após ano. Havia comentários detalhados de cada diretor da companhia, um culpando o outro, e o caso terminava com uma análise do Presidente sobre a situação. O Caso terminava ali, e ponto final. Foi quando percebi que estava faltando algo. Algo que nunca tinha tinha me ocorrido nos dezoito anos de estudos no  Brasil. Não havia nenhuma pergunta do professor a responder. O que nós teríamos de fazer com aquele amontoado de palavras? Eu, com meus quatro colegas brasileiros, esperava perguntas do tipo "Deve o presidente mudar de agência de propaganda ou demitir seu diretor de marketing?" . Afinal, estávamos acostumados com testes de vestibular e perguntas do tipo "Quem descobriu o Brasil?". 

Harvard queria justamente o contrário. Queria que nós descobríssemos as perguntas que precisam ser respondidas ao longo da vida. Uma reviravolta e tanto. Eu estava acostumado a professores que insistiam em que decorássemos as perguntas que provavelmente iriam cair no vestibular. 

Adorei esse novo método de ensino, e quando voltei a dar aulas na Universidade de São Paulo, trinta anos atrás, acabei implantando o método de estudos de casos em minhas aulas. Para minha surpresa, a reação da classe foi a pior possível.

"Professor, qual é a pergunta?", perguntavam-me. E quando eu respondia que essa era justamente a primeira pergunta a que tinham que responder, a revolta era geral: "Como vamos resolver uma questão que não foi sequer formulada?".

Temos um ensino no Brasil voltado para as perguntas prontas e definidas, por uma razão muito simples: é mais fácil para o aluno e também para o professor. O professor é visto como um sábio, um intelectual, alguém que tem a solução para tudo. E os alunos, por comodismo, querem ter as perguntas feitas, como no vestibular. Nossos alunos estão sendo levados a uma falsa consciência, o mito de que todas as questões do mundo já foram formuladas e solucionadas. O objetivo das aulas passa a ser apresentá-las, e a obrigação dos alunos é repeti-las na prova final.

Em seu primeiro dia de trabalho você vai descobrir que seu patrão não lhe perguntará quem descobriu o Brasil e não lhe pagará um salário por isso no fim do mês. Nem vai lhe pedir para resolver " 4/2 = ?" . Em toda a minha vida profissional nunca encontrei um quadrado perfeito, muito menos uma divisão perfeita, os números da vida sempre terminam com longas casas decimais. Seu patrão vai querer saber de você quais são os problemas que precisam ser resolvidos em sua área. Bons administradores são aqueles que fazem as melhores perguntas, e não os que repetem suas melhores aulas. 

Uma famosa professora de filosofia me disse recentemente que não existem mais perguntas a serem feitas, depois de Aristóteles e Platão. Talvez por isso não encontramos solução para os inúmeros problemas brasileiros de hoje. O maior erro que se pode cometer na vida é procurar soluções certas para os problemas errados. 

Em minha experiência e na da maioria das pessoas que trabalham no dia-a-dia, uma vez definido qual é o verdadeiro problema, o que não é fácil, a solução não demora muito a ser encontrada. Se você pretende ser útil na vida, aprenda a fazer boas perguntas mais do que sair arrogantemente ditando respostas. Se você ainda é um estudante, lembre-se de que não são as respostas que serão importantes na vida, são as perguntas.

(Stephen Kanitz é Administrador por Harvard (www.kanitz.com.br) e escreveu este artigo para a Revista Veja, edição 1898, ano 38, página 18, nro. 13, de 30 de Março de 2005).

 

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