sábado, 14 de novembro de 2020

La Solitudine - Strani Amori

(Texto escrito em 1999 - Primeira tentativa de escrever um livro). 

Ele a imaginava como da primeira vez em que a viu: morena, linda, sorriso de menina; ela estava de costas para ele, pedindo que ele aguardasse um momento que ela já o atenderia. Ele aproveitava o tempo para observar o escritório dela, os móveis, os objetos...sempre curioso ele. Parou na porta e começou a observar as pessoas que cruzavam por ali. 

O escritório estava localizado ao lado da Igreja Matriz da cidade, defronte ao calçadão da praça, e por isso mesmo circulava muita gente por lá. Aguardou mais um minuto e voltou a buscar contato com ela, no exato momento em que ela terminava de realizar seu serviço e virava-se para atender ele. Quando ela se virou, e seus olhos se encontraram, o sorriso foi recíproco, um tremor porém lhe veio pelo corpo inteiro, ele ficara fascinado pela beleza e pela simpatia daquela menina que lhe atendia. Mal sabiam os dois que o universo conspiraria para que algum tempo depois eles ficassem juntos. Não poderia imaginar o que o futuro lhe reservava em relação à esta menina.

Ele lembra quando disse à ela - mais tarde quando já namoravam - dentro de seu carro, na esquina da casa dela, que iria casar com ela. Ele se considerava uma pessoa de sorte por estar com ela, pois se achava meio esquisitão, meio nerd, sempre sonhando com suas namoradas, vendo os outros namorarem e se divertirem enquanto ele “segurava vela” ao sair com os amigos. 

Ele quase nunca sabia o que dizer em público, emudecia quando perto das mulheres, ruborizava, tremia, suava. O oposto de sua fase adulta, anos mais tarde, quando já se considerava um conquistador, meio poeta, meio cavalheiro, meio rude, mais falante que antigamente.

Cada vez mais apaixonado pela leitura, pois foi através dela que a conheceu, num Domingo à tarde movimentado na cidade, quando ela o viu sentado em uma mesinha do bar do Cinema Cisne, lendo um livro (enfatizou ela), enquanto todo mundo se divertia e bebia e conversava e namorava. 

Foi lá o primeiro encontro deles, ela acompanhada de sua amiga, ele lendo sozinho. Foi lá que a atração começou a aumentar. Que menina, dizia ele !!! Que menina linda e simpática. Poderia ela gostar de um cara desengonçado como ele?

Assim começou a história de paixão e emoção, de sentimentos controversos dos dois, duas pessoas que achavam que eram adultas mas não passavam de duas pequenas crianças assustadas com o que o futuro poderia lhes proporcionar, preocupados em se auto-afirmarem um com o outro.

Foram-se as fotos que ele tiraram no bar preferido deles, ela com aquele sorriso lindo e infantil dela, aqueles cabelos lindos, aquele jeitinho de menina-moça, falante e vivaz. E sente, com pesar, que não precisaria ter provado nada para ninguém, que bastava tê-la amado sem pudores e sem medos, pois certamente agindo assim ele seria feliz e a faria feliz também. 

E a vida seguiria, e os dois seriam felizes, e os dois chegariam ao fim da vida juntos, e.... quantos "es"...

Correndo feito idiotas

 Vejo muitas famílias numerosas, outras até nem tanto, que cada vez que se encontram é motivo de festa, de alegria, de risos descompromissados, de falar besteira, de ficar feliz pelas vitórias e triste pelas angústias uns dos outros. 


Minha família tem uma enorme dificuldade em fazer isso.  Não nos encontramos, não celebramos as vitórias uns dos outros, não choramos juntos nas dificuldades, não vibramos pelos bons momentos nem nos solidarizamos pelos momentos efetivamente ruins. Apenas trocamos  mensagens pelo whatsapp. E só. E então o momento passa e na sequência já retomamos nossas rotinas diárias e a vida segue. 

Não rimos por rir, não estamos juntos por estar, não conversamos apenas pelo simples fato de conversar. E eu acho isso muito triste. 

Não corremos feito idiotas. O medo ou então talvez a arrogância nos impeçam. Sei lá. Mas qualquer motivo que cause isso, não vale a pena. Pois a vida e o tempo irão embora juntos. 

quarta-feira, 11 de novembro de 2020

O meu dia feito pelo Senhor.

Este é meu dia feito pelo Senhor. Que eu dê amor, alegria, boa vontade e ternura a todos. Não temerei mal algum, porque Deus está comigo e com Ele alcançarei o sucesso, a conquista e a vitória. A partir deste instante espero apenas o melhor, e sei que, invariavelmente, o melhor me acontecerá.

Exalto Deus em mim, sei que minha natureza é divina e que Deus habita o meu ser, orientando-me a todo instante. Eu decido pelo sucesso, pela abundância e pela realização. O amor divino caminha a minha frente em todos os meus passos e estou certo de prosperar para além de meus mais altos sonhos. 

A Parábola da rosa

 

 Um certo homem plantou uma rosa e passou a regá-la constantemente e, antes que ela desabrochasse, ele a examinou. Ele viu o botão que em breve desabrocharia, mas notou espinhos sobre o talo e pensou: "Como pode uma bela flor vir de uma planta rodeada de espinhos tão afiados?" . Entristecido por este pensamento, ele se recusou a regar a rosa e, antes que estivesse pronta para desabrochar, ela morreu. 

Assim é com muitas pessoas. Dentro de cada alma há uma rosa: as qualidades dadas por Deus e plantadas em nós crescendo em meio aos espinhos de nossas faltas. Muitos de nós olhamos para nós mesmos e vemos apenas os espinhos, os defeitos. 

Nós nos desesperamos, achando que nada de bom pode vir de nosso interior. Nós nos recusamos a regar o bem dentro de nós e, consequentemente, isso morre. Nós nunca percebemos o nosso potencial. Algumas pessoas não veem a rosa dentro delas mesmas. Alguém mais deve mostrá-las a elas.

Um dos maiores dons que uma pessoa pode possuir ou compartilhar é ser capaz de passar pelos espinhos e encontrar a rosa dentro de outras pessoas. Esta é a característica do amor - olhar uma pessoa e conhecer suas verdadeiras faltas. 

Aceitar aquela pessoa em sua vida enquanto reconhece a beleza em sua alma e ajudá-la aperceber que ela pode superar suas aparentes imperfeições. Se nós mostrarmos a estas pessoas a rosa, elas superarão seus próprios espinhos. 
Só assim elas poderão desabrochar muitas e muitas vezes. 

Second thoughts

 Escolha um trabalho que você ama e não terá que trabalhar um único dia de sua vida. (Confúcio - Filósofo chinês - 551 ac - 479 ac)

Não se preocupe em entender. Viver ultrapassa qualquer entendimento. (Clarice Lispector, escritora brasileira, 1925/1977)

A coisa mais bela que o homem pode experimentar é o mistério. É essa emoção fundamental que está na raiz de toda a ciência e de toda a arte. (Albert Einstein, Filósofo alemão, 1875/1955)

Os bebês agem como cientistas ideais: eles querem compreender as coisas para poder fazer melhores previsões. A diferença é que a criança trabalha pelo simples prazer da descoberta. Os cientistas muitas vezes fazem por fama, dinheiro e promoção. (Steven Roger, linguista da Univ. da Califórnia)

Os verdadeiros analfabetos são os que aprenderam a ler mas não leem. (Mário Quintana, 1906-1994)

A criança conhece o coração do homem. (Edgar Alan Poe, Escritor americano, 1809-1849)

Não é o tamanho da dificuldade que faz com que se desista da empreitada. (Everaldo Maciel, Ex-Secretário da Receita Federal do Brasil)

É necessário apenas saber e haverá asas. (Leonardo da Vinci)

Eu penso um dia por semana e sou famoso; Imagine se eu pensasse todos os dias. (George Bernard Shaw)

Todo progresso é variação e implica rebeldia. Sejamos permanentemente jovens na ânsia pela rebeldia. Não seja sombra de vontades alheias.


Amizade , acima de tudo

Numa aldeia vietnamita, um orfanato dirigido por um grupo de missionários, foi atingido por um bombardeio. Os missionários e duas crianças tiveram morte imediata e as restantes ficaram gravemente feridas. Entre elas, uma menina de oito anos, considerada em pior estado. Era necessário chamar ajuda por uma rádio e no fim de algum tempo, um médico e uma enfermeira da marinha dos EUA chegaram ao local.

Teriam de agir rapidamente, senão a menina morreria devido aos traumatismos e a perda de sangue. Era urgente fazer uma transfusão, mas como? Após alguns testes rápidos, puderam perceber que ninguém ali possuía o sangue preciso. Reuniram as crianças e entre gesticulações, arranhadas no idioma, tentavam explicar o que estava acontecendo e que precisariam de um voluntário para doar o sangue. Depois de um silêncio sepulcral. viu-se um braço magrinho levantar-se timidamente.

Era um menino chamado HENG. Ele foi preparado às pressas ao lado da menina agonizante e espetaram-lhe uma agulha na veia. Ele se mantinha quietinho e com o olhar fixo no teto. Passado algum momento, ele deixou escapar um soluço e tapou o rosto com a mão que estava livre. O médico lhe  perguntou se estava doendo e ele negou. Mas não demorou muito a soluçar de novo, contendo as lágrimas. O médico ficou preocupado e voltou a lhe perguntar, e novamente ele negou. Os soluços ocasionais deram lugar a um choro silencioso mas ininterrupto. 
Era evidente que alguma coisa estava errada.  

Foi então que apareceu uma enfermeira vietnamita vinda de outra aldeia. O médico pediu então que ela procurasse saber o que estava acontecendo com Heng. Com a voz meiga e doce, a enfermeira foi conversando com ele e explicando algumas coisas, e o rostinho do menino foi se aliviando.... minutos depois ele estava novamente tranquilo. A enfermeira então explicou aos americanos : "Ele pensou que ia morrer, não tinha entendido direito o que vocês disseram e estava achando que ia ter que dar todo o seu sangue para a menina não morrer". 

O médico se aproximou dele e com a ajuda da enfermeira perguntou: "Mas se era assim, porque então você se ofereceu a doar seu sangue?" . 
E o menino simplesmente respondeu:  "Ela é minha amiga."


 
  

 

Louvação da Emboada Tordilha (Mário de Andrade- Ode ao Burguês)

 Eu irei na Inglaterra, e direi para todas as moças da Inglaterra, que não careço delas, 

porque te possuo.

Eu irei na Itália, e direi para todas as moças da Itália, que não careço delas,

porque te possuo.

Eu irei nos Estados Unidos, e direi para todas as moças da Estados Unidos, que não careço delas,

porque te possuo.

Eu irei na Espanha, e direi para todas as moças da Espanha, que não careço delas,

porque te possuo.


Quando voltar ao Brasil, te mostrarei a irmã dos teus cabelos, minha constância triunfante.

Será bonito enxergar as irmãs abraçadas na rua!

E inda terei de ir numa terra que eu sei. Mas não será para lhe gritar minha felicidade fanfarra.

Será numa comovida silenciosa romaria de amor, de reconhecimento.


Aprendizagem Amarga (Thiago de mello)


Chega um dia em que o dia se termina, antes que a noite caia inteiramente.

Chega um dia em que a mão, já no caminho, de repente se esquece do seu gesto.

Chega um dia em que a lenha já não chega, para acender o fogo da lareira.

Chega um dia em que o amor, que era infinito, de repente se acaba, de repente.

O Mapa (Mario Quintana)

Quando eu me for um dia desses,
                                                                                                    poeira ou folha levada
                                                                                                    no vento da madrugada
                                                                                                    serei um pouco do nada invisível,                                                                                                                 delicioso.

Que faz com que o teu ar
pareça mais um olhar
suave mistério amoroso
(desde já tão longo andar!)
e talvez de meu repouso...

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