(Texto escrito em 1999 - Primeira tentativa de escrever um livro).
Ele a imaginava como da primeira vez em que a viu: morena, linda, sorriso de menina; ela estava de costas para ele, pedindo que ele aguardasse um momento que ela já o atenderia. Ele aproveitava o tempo para observar o escritório dela, os móveis, os objetos...sempre curioso ele. Parou na porta e começou a observar as pessoas que cruzavam por ali.
O escritório estava localizado ao lado da Igreja Matriz da cidade, defronte ao calçadão da praça, e por isso mesmo circulava muita gente por lá. Aguardou mais um minuto e voltou a buscar contato com ela, no exato momento em que ela terminava de realizar seu serviço e virava-se para atender ele. Quando ela se virou, e seus olhos se encontraram, o sorriso foi recíproco, um tremor porém lhe veio pelo corpo inteiro, ele ficara fascinado pela beleza e pela simpatia daquela menina que lhe atendia. Mal sabiam os dois que o universo conspiraria para que algum tempo depois eles ficassem juntos. Não poderia imaginar o que o futuro lhe reservava em relação à esta menina.
Cada vez mais apaixonado pela leitura, pois foi através dela que a conheceu, num Domingo à tarde movimentado na cidade, quando ela o viu sentado em uma mesinha do bar do Cinema Cisne, lendo um livro (enfatizou ela), enquanto todo mundo se divertia e bebia e conversava e namorava.
Foi lá o primeiro encontro deles, ela acompanhada de sua amiga, ele lendo sozinho. Foi lá que a atração começou a aumentar. Que menina, dizia ele !!! Que menina linda e simpática. Poderia ela gostar de um cara desengonçado como ele?
Assim começou a história de paixão e emoção, de sentimentos controversos dos dois, duas pessoas que achavam que eram adultas mas não passavam de duas pequenas crianças assustadas com o que o futuro poderia lhes proporcionar, preocupados em se auto-afirmarem um com o outro.
Foram-se as fotos que ele tiraram no bar preferido deles, ela com aquele sorriso lindo e infantil dela, aqueles cabelos lindos, aquele jeitinho de menina-moça, falante e vivaz. E sente, com pesar, que não precisaria ter provado nada para ninguém, que bastava tê-la amado sem pudores e sem medos, pois certamente agindo assim ele seria feliz e a faria feliz também.
E a vida seguiria, e os dois seriam felizes, e os dois chegariam ao fim da vida juntos, e.... quantos "es"...
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