esse olhar cansado, profundo
me dizendo coisas, num grito,
me ensinando tanto, do mundo.
E esses passos lentos, de agora,
Caminhando sempre, comigo,
Já correram tanto, na vida,
Meu querido, meu velho, meu amigo.
Sua vida cheia de histórias,
E essas rugas marcadas pelo tempo,
Lembranças de antigas vitórias
Ou lágrimas choradas ao vento.
Sua voz macia, me acalma
E me diz muito mais do que eu digo
ME calando fundo na alma,
Meu querido meu velho, meu amigo.
Seu passado vive, presente
Nas experiências contidas
Nesse coração consciente
da beleza das coisas da vida.
Seu sorriso franco me anima
Seu conselho certo me ensina
Beijo suas mãos e lhe digo
Meu querido, meu velho, meu amigo.
Autores: Roberto e Erasmo Carlos.
O tempo passa, e vêm os cabelos brancos. E não nos surpreendemos. Até vermos que aqueles que nos são bem quistos também estão envelhecendo, embranquecendo seus cabelos.. brancos.. bonitos.
Por um lado é bom vê-los assim, pois escreveram sua história na vida, ainda estão aqui, considerando as inúmeras atrocidades a que somos diariamente expostos e as quais nos arriscamos a lidar com.
Por outro lado bate uma tristeza porque não vivenciamos junto nossas vidas, nos apartamos há tempos atrás e hoje estamos cada um de um lado do planeta, do país, do Estado, da cidade, sei lá.
Mas, ao vê-los, de cabelos brancos, bonitos.... dá uma saudade... e que saudade...
dos tempos de juventude, onde nossos sonhos desfilavam por nossa frente todo o dia,
onde imaginávamos nossos mundos colidindo e se recriando,
onde a razão desconhecia sua razão de ser.... e a emoção, a surpresa, era nosso parceiro maior.
Vêm, vida... e leva eu... leva nós.... o que passou, o que virá, o que somos, o que fomos, o que fizemos e o que não fizemos.... uma vida só é muito pouco tempo para vivermos tudo que precisamos, para corrigirmos os erros todos que cometemos, para os sonhos deixados para trás serem retomados. O tempo não pára. Não temos o tempo.

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