Há alguns dias atrás estava eu conversando com um amigo meu, na casa dele. Chamarei ele de Paulo. Quando chega para visitá-lo um outro amigo dele, que chamarei aqui de Pedro. (os nomes originais serão preservados). O assunto deles sendo tão somente profissional. Antes porém de iniciar as conversas deles, naturalmente, somos apresentados. A formalidade assim nos exige.Não soube o que responder de início. Como responder a esta pergunta? E me dei conta então que a vida toda somos reconhecidos ou rotulados (se esta expressão melhor se adaptar para você) de acordo com a empresa, a associação, a entidade a qual estamos ligados. Senão somos nós somente.
Respondi para ele: Eu sou o Fábio. Hoje, sem emprego (por opção), sou apenas o Fábio. E passei a dar minhas referências passadas para ele ... sou formado em 2 faculdades, fazendo um MBA (temporariamente via EAD, devido à COVID-19); já fui o Fábio do GSF, da Pilar, da RH M, da C. Placas..... já fui o Fábio Presidente da Igreja Matriz, Tesoureiro do CTG, Presidente da ABRH-Seccional, Tesoureiro da Associação S F.... entre outros cargos que assumi na minha vida e que me proporcionaram ter uma representatividade na comunidade em que vivo.
Para uma pessoa porém, que sempre esteve ligada a empresas e entidades de classe e sociais, estar sem ninguém para representar é no mínimo uma nova e estranha realidade. O rei está nu.
E como a interação faz parte do ser humano e não podemos nos isolar, fica a pergunta: depois de 54 anos agindo intensamente, qual o próximo passo?
Em épocas de COVID-19, o próximo passo é sobreviver. Depois a gente vê o resto. Assim seja!
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