Acredita-se que a plebe romana era controlada
por meio de lazeres e diversão, para que assim não tivesse tempo livre para
pensar em revoltas contra os Imperadores. Eram então sustentados pelo pão distribuído pelo Estado e divertidos pelos jogos de gladiadores apresentados nos anfiteatros.
Os
mais antigos (aqueles com maior experiência na vida), me permito excluir os Millennials
(devido à sua pouca idade), devem lembrar dos filmes produzidos pela Paramount
Pictures, 20th Century Fox e Columbia Pictures que tratavam da vida na civilização
Greco-Romana.... São fortes as cenas nos filmes onde os cristãos são devorados
vivos por leões nas arenas.
Nero(37-68 d.C), imperador de Roma, foi o primeiro e o mais cruel imperador romano a perseguir os Cristãos.
Mas o fato que quero destacar, o que mais me impressiona porém, e me impressiona muito nestes filmes, além dos massacres nas arenas, *é a multidão na plateia*, aguardando *ansiosamente, raivosamente, quase de uma maneira insana*, que os leões devorassem suas presas. Naturalmente, não sendo eles a estarem na linha de fogo, pão e circo parece uma coisa muito boa.
Nas lutas entre Gladiadores, bastava o Imperador levantar ou baixar o seu dedo para assim definir o destino do perdedor da luta. Ou seria benevolente e desagradaria o seu público, salvando a vida do perdedor, ou então autorizaria a execução. Simples assim: Polegar para cima = vida; polegar para baixo = morte. Sem julgamento, sem advogados, sem gravações e nem delações.
Mas
vamos trazer esta lição ao momento presente:
O dedo continua existindo, só que hoje ele *é azul e virtual*.
As arenas se multiplicaram e hoje chamam-se *plataformas*.
A plateia não evoluiu muito: continua desejando pão e circo, da mesma maneira insana e raivosa. Com a diferença que hoje ela pode votar e ajudar a decidir o futuro dos envolvidos. Às vezes se acham no direito de decidir com as próprias mãos, infelizmente.
Creio que não evoluímos muito.
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