No "meu tempo", quando mais novo, mertiolate ardia.
Hoje nem o mertiolate arde mais.
No meu tempo meus herói eram aqueles poucos ilustres que eu podia ver numa TV preto e branco, de vez em quando. (Mas meu grande herói era meu Pai, que viajava, ficava fora longo tempo e depois retornava sempre ao lar).
Hoje o herói é um americano dono de um site chamado Intercept que expõe publicamente conversas privadas de um Ministro de Justiça e não sofre nenhuma consequência,
No meu tempo o Juiz respeitava o Presidente.
Hoje o Juiz "peita" o Presidente.
No meu tempo eu trabalhava quando era criança, para aprender o ofício de meu Pai.
Hoje criança não pode trabalhar, tem que ficar no ócio, não deve aprender, mas "depender".
Lembro com carinho do "meu tempo". Mas me dou conta que hoje não é mais o meu tempo.
É o tempo desta nova geração.
Fico apenas pensando se preparei bem o terreno, se lancei a semente em terra fértil ou na areia. Se colaborei para deixar uma situação melhor do que aquela que recebi.
Sinceramente, não sei. Ou pelo menos acredito que sim, que dei o meu melhor, ainda procuro ser justo e perfeito em minhas atitudes e decisões e exemplos. Só não sei se é o suficiente.
Porque no meu tempo aluno respeitava professor.
Hoje aluno "peita" professor.
Equação complicada né?
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