Trabalhar ao ar livre não é uma invenção dos pintores franceses da segunda metade do século 19. Suas origens remontam à Itália do último quarto de século 18. 

O
artista que persegue com maior coerência e continuidade, no período de quase 70
anos de trabalho, o sonho de capturar a fugacidade do tempo, manifesta na
inexorável variação da luz, é Claude Monet.
O
despertar do artista destinado a se tornar um dos expoentes máximos da cor na
pintura se deu com o desenho – mais exatamente, caricaturas.
Com
Monet desaparece o último protagonista do impressionismo, o artista que, mais
do que qualquer outro, construiu sobre o princípio da pintura ao ar livre uma
nova ideia de visão e do espaço pictórico. Uma herança que o tempo se encarregou
de tornar mais rica e complexa – e que é a maior contribuição do artista para a
arte do século 20.
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